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domingo

8 fatos estranhos sobre animais

Por Patricia Herman em 23.07.2011

Entre os fatos fascinantes, mas pouco conhecidos, sobre alguns cidadãos do reino animal, existem muitos estranhos. Confira 8 deles:
1 – Galinhas podem naturalmente sofrer alterações sexuais

Só é preciso uma disfunção do ovário para transformar uma galinha em um galo.

Dois órgãos sexuais estão presentes quando uma galinha é um embrião. Mas uma vez que seus genes sexuais se formam, apenas o órgão da esquerda se desenvolve em um ovário. Normalmente, o da direita permanece dormente.

A maioria das galinhas se contentam com apenas um ovário e vivem suas vidas como mães e botadoras de ovos. No entanto, algumas disfunções, como um cisto no ovário ou um tumor, podem fazer o ovário esquerdo de uma galinha regredir. Na sua ausência, o órgão sexual direito, até então adormecido, pode começar a se desenvolver. Se ele se tornar um testículo, ou uma combinação de ovário-testículo, ele irá produzir androgênio – um hormônio sexual masculino. Isto induz uma mudança de sexo na galinha.

Recentemente, uma galinha na Inglaterra se transformou espontaneamente em um galo. Até desenvolveu crista, ganhou peso e começou cacarejar de uma forma especialmente masculina.
2 – Coalas também têm impressões digitais
Os coalas, marsupiais do tamanho de uma boneca que trepam em árvores com bebês nas suas costas, tem impressões digitais que são quase idênticas às humanas. Porém, uma análise simples com um microscópio pode facilmente diferenciar as duas.

Os parentes mais próximos dos humanos, como chimpanzés e gorilas, têm também impressões digitais. Mas a coisa mais fascinante sobre as do coala é que elas parecem ter evoluído independentemente dos outros animais. Na árvore da vida, os ancestrais dos primatas e dos coalas são separados por 70 milhões de anos. Os cientistas acreditam que a impressão digital do coala se desenvolveu muito mais recentemente na escala evolutiva, porque seus parentes mais próximos (como cangurus) não a possuem.

O fato de que as impressões digitais de primatas e coalas evoluíram separadamente revela mais sobre o propósito anatômico da função. Os estilos de vida de ambos requerem muito o uso da mão para se segurar em árvores, tanto para comer, como para escalar. Parece que esses marcantes sulcos nos dedos se desenvolveram para auxiliar os animais a se agarrarem.
3 – Um mundo de estranhos pênis
O reino animal é cheio de pênis insanos. Imagine o membro de um pato argentino que tem aproximadamente 42,5 centímetros, por exemplo: é maior do que a própria ave. E ele nem é tão longo como o pênis realmente enorme de cracas – sim, aquelas criaturas que se parecem com pedras e ficam afixadas em navios e baleias – que chega a ter até 8 vezes o tamanho de seu corpo. Tem também as serpentes do gênero Python que têm duas cabeças de pênis, enquanto a equidna, um pequeno mamífero, tem quatro.
4 – Ratos tem cócegas
Cócegas, uma característica que se imaginava ser exclusiva dos humanos e de seus parentes mais próximos, evoluiu nos grandes primatas como forma de vínculo social: gera divertidas interações entre pais e filhos, assim como ajuda os jovens a aprimorarem sua habilidade de autodefesa durante as batalhas de cócegas com os irmãos.

Durante a última década, pesquisadores observaram o comportamento dos animais e reuniram evidências consideráveis de que ratos também tem cócegas. Quando foram acariciados em certas regiões do corpo, os roedores emitiram ruídos de alta frequência. Estes ruídos parecem significar alegria, porque os ratos atravessam labirintos e executam atividades se eles aprendem que serão recompensados com uma boa cócegas depois. O barulho emitido pelos ratos, dizem os pesquisadores, é semelhante ao riso humano.

As cócegas provavelmente se desenvolveram em ratos por razões semelhantes que evoluíram em macacos. Os ratos também são animais extremamente brincalhões.
5 – Os gatos podem latir

Os cães ladram e os gatos miam. Simples assim… ou era o que se pensava.

Acontece que os gatos têm uma anatomia tão semelhante aos cães que não há nada impedindo-os de latir também. Para tornar suas vocalizações mais caninas, tudo o que os gatos tem que fazer é empurrar o ar através de suas cordas vocais com maior força que fazem normalmente. De acordo com especialistas, o gato latindo no vídeo acima provavelmente aprendeu seu incomum, embora não único, padrão de vocalização de um quase cão.
6 – Escorpiões brilham no escuro
Eles não são apenas equipados com pinças, chicotes venenosos nas caudas e uma armadura corporal completa. Escorpiões podem também assustar qualquer pessoa por brilhar no escuro.

Quando iluminados pelos raios ultravioletas de uma luz negra, esses aracnídeos blindados adquirem uma cor azul neon nada comum. Os raios UV que atingem os escorpiões são convertidos pelas proteínas de seus exoesqueletos em luz, que é visível ao olho humano. Aracnólogos gastaram incontáveis horas de estudo tentando descobrir para que essa fluorescência serve. Pesquisas recentes indicam que ela pode ser a maneira desses bichos medirem a quantidade de luar que brilha sobre eles. Como os escorpiões são criaturas noturnas, eles preferem ficar na moita em noites muito iluminadas.
7 – Sono de peixe… às vezes não o suficiente
Nem só de dormir vivem os peixes, afinal, alguns podem sofrer de insônia.

O peixe-zebra, por exemplo, é uma espécie comumente encontrada em aquários. Quando esses pequenos nadadores param para dormir a noite, eles inclinam suas caudas e vão para o fundo de onde habitam. Estudos sobre seus padrões de sono têm mostrado que, se são mantidos acordados à noite, os peixes-zebra parecem grogues e durante o dia são incapazes de aprender tão rapidamente como poderiam.

Um estudo descobriu que peixes-zebra com problemas nos receptores de hipocretina – o mesmo que às vezes leva a problemas de sono em humanos – dormiam, em média, 30% menos do que os normais.
8 – Pinguins fazem onda
Para os pinguins que tentam sobreviver ao duro inverno antártico, se amontoar é questão de vida ou morte. Esses pássaros vivem em uma multidão de forma tão apertada que fazer movimentos individuais é quase impossível e, por isso, os movimentos coletivos são uma obrigação. Porém, os pinguins na periferia morreriam de frio se não fossem continuamente sendo reposicionados no centro da multidão. Para realizar a reorganização contínua, o amontoado de milhões de membros fazem uma onda. Da mesma forma que as ondas sonoras se propagam através de fluidos – só que muito mais lentamente – cada pinguim dá um pequeno passo, de 2 a 4 centímetros de comprimento, e a onda de pequenos passos leva à grande reorganização.

Pinguins são muito melhores em “se deixar levar” do que os seres humanos, que também tendem a se mover em ondas quando são embalados conjuntamente em grandes multidões – nessa levada, os humanos às vezes acabam se esmagando. E ninguém sabe por que as ondas são tão turbulentas e perigosas no meio de uma multidão de humanos, mas perfeitamente civilizadas para um bando de pinguins.
Fonte: Life'sLittleMysteries
http://hypescience.com/


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