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quarta-feira

Conheça o mamífero voador que é basicamente um grande pedaço de pele


Mamíferos como nós simplesmente não foram feitas para voar – exceto pelos morcegos. Há, no entanto, criaturas como os petauro-do-açúcar e os esquilos voadores, que podem dar algumas boas planadas. Porém, em comparação com o adorável e pouco conhecido colugo, eles não têm muito do que se gabar.

Ele é o mamíferos planador mais talentoso de todos e tudo isso é por causa de uma aba gigante de pele que possibilita que ele plane por 60 metros de árvore em árvore. Sua membrana expansiva, conhecida como um patagium, estende-se a partir do seu rosto, vai até as pontas de seus dedos e chega até a sua cauda, por isso, “geometricamente, ela tem a maior área possível entre esses membros sem realmente chegar a evoluir uma asa inteira, como no caso dos morcegos”, explica o biólogo de conservação Jan Janecka, da Universidade de Duquesne, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Com um corpo tão evoluído, o colugo, também conhecido erroneamente como um lêmure voador, gasta suas noites de lazer deslizando através das florestas do Sudeste Asiático. Seus esqueletos, ainda que não sejam tão frágeis quanto os dos morcegos, são mais finos e mais alongados do que os de um esquilo, e mais leves, aumentando a sua área de superfície. E os seus olhos enorme não apenas lhes dão uma boa visão noturna, mas também uma excelente percepção de profundidade – o que não é uma vantagem insignificante quando você está vindo de encontro ao tronco duro de uma árvore.

Eles são tão bem adaptados a esta característa que as mães colugos não têm nenhum problema de flutuar por aí com seus filhotes. E elas fazem isso por um longo tempo, já que seus filhotes nascem muito subdesenvolvidos. Eles não são tão impotentes quanto, digamos, marsupiais jovens, que desfrutam do conforto da bolsa de sua mãe, mas certamente não são tão desenvolvidos como a maioria dos mamíferos.
E, como se a pele do colugo não fosse bizarra o suficiente, seus dentes são em forma de pequenos pentes. Isto pode ajudá-los de alguma forma a se alimentar ou pode desempenhar um papel na preparação para capturar parasitas em sua pele. É isso aí: estes bichinhos podem estar escovando seus cabelos com pentes construídos diretamente em seus rostos.


Infelizmente, além de assistir as mamães voando por aí com seus bebês, nós não sabemos muita coisa sobre a vida social do colugo. Os esforços para mantê-los em cativeiro têm sido em grande parte inúteis – vale lembrar que estas criaturas são projetadas para deslizar por 60 metros e será preciso muita sorte para encontrar esse tipo de espaço em um jardim zoológico. “Basicamente, suas jaulas não eram grandes o suficiente para permitir-lhes deslizar longas distâncias”, conta Janecka. “E, como não podiam flutuar, eles não poderiam manter sua patagium bem conservada e seca o suficiente.” Os animais criados em cativeiro desenvolveram infecções na pele, talvez a partir de um fungo, e morreram.

Ironicamente, é o excesso de espaço na natureza que está ameaçando algumas populações de colugo. O desmatamento pode deixar espécies em ilhas de árvores, mas mesmo se os madeireiros deixarem apenas algumas manchas vazias na floresta, há um grande problema para o colugo. Isso porque não importa que eles sejam os mamíferos planadores melhor desenvolvidos na Terra, com certeza, se há muito espaço entre as árvores, o colugo corre o risco de dar de cara no chão. E, como você pode ver abaixo no vídeo da National Geographic (eles prenderam uma câmera em um colugo), a pele extra da criatura se torna praticamente inútil em qualquer lugar menos no topo das árvores. Eles se tornam, então, um alvo fácil em um habitat repleto de predadores.



De parasitas e primatas
Como os colugos tendem a viver em habitats isolados e insistem em que emergir apenas durante a noite, muito do que sabemos sobre eles vem de evidências anedóticas. O caso em questão: o cocô do colugo. Ele, bem… se move.
“Eu já vi alguns vídeos do material fecal que eles excretam e há tantos vermes que ele realmente se move”, revela Janecka. O trato digestivo colugo, ao que parece, tem uma carga muito, muito alta de parasitas. “E toda essa dinâmica, se ele acabou indo parar em uma população que tem um monte de parasitas ou é algo que é mais normal para os colugos e com a qual eles já aprenderam a lidar, é uma daquelas respostas desconhecidas até o momento.”

O que é claro é que o colugo tem um aparelho digestivo muito longo, o que faz sentido para uma criatura que se alimenta de árvores, já que esse material leva muito tempo para ser digerido. Mas estes tratos digestivos tão longos também poderiam estar atuando como uma espécie de mansão para vermes parasitas, que têm muito espaço para ficarem confortáveis. Até que alguém comece a estudar as fezes do colugo com muita dedicação, entretanto, isto vai continuar sendo um mistério.
Mas, graças a Janecka e seus colegas, agora temos certeza disto: colugos são os parentes vivos mais próximos dos primatas. Assim, embora “lêmure voador” seja um equívoco, tanto porque os colugos não voam, mas deslizam, quanto por não serem uma espécie de lêmure, o nome não está tão longe.
“Como eles têm essas adaptações para flutuar, originalmente as pessoas apenas os classificaram junto dos morcegos”, explica Janecka. “Porém, quando a morfologia real do crânio foi observada, havia provas de que eles estão intimamente relacionados com os primatas”. Quando Janecka e sua equipe fizeram uma análise genômica do colugo, esta suspeita foi confirmada.
Cerca de 90 milhões de anos atrás, no auge do reinado dos dinossauros, quando os mamíferos eram apenas pequenas bolas de pelo correndo por aí e tentando não ser esmagados, os ancestrais do colugo se separaram da nossa linhagem primata. Cerca de 25 milhões de anos depois, o tempo dos dinossauros chegou ao fim, levando à explosão da diversidade de mamíferos – que, por sua vez, são subjugados em número pelos artrópodes e bactérias. [Wired]


Conheça o Olinguito, um mamífero que levou mais de uma década para ser identificado

fonte:http://hypescience.com/colugo-conheca-o-mamifero-voador-que-e-basicamente-um-grande-pedaco-de-pele/
por Jéssica Maes
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terça-feira

Matemática e diabo da Tasmânia preveem como surgirá o apocalipse zumbi

Reprodução

Um pesquisador da Universidade da Tasmânia usou seu conhecimento do tumor que está matando demônios da Tasmânia para ajudar a prever o que pode acontecer em um apocalipse zumbi da vida real.
Nick Beeton é um dos três contribuintes australianos para um livro para estudantes chamado "Modelagem Matemática de Zumbis", publicado pela Universidade de Ottawa. Nele, os acadêmicos de todo o mundo discutem aspectos da luta contra a praga hipotética de zumbis para ajudar a educar os alunos sobre as técnicas de modelagem matemática.

Beeton completou seu doutorado sobre o tumor que ameaçou acabar com os marsupiais em estado selvagem. Seu capítulo explora a transmissão da peste e como a população poderia estar protegida de zumbis. Ele disse que havia claros paralelos com uma praga de zumbis de ficção, incluindo a transmissão de doenças através da mordida.

- Isso é uma parte natural do comportamento do diabo, eles vão lutar por comida e às vezes vão até morder uns aos outros enquanto acasalam - disse Beeton. - Você realmente tem zumbis atacando as pessoas, correndo em direção a eles, dependendo o tipo de filme de zumbis que você assistir.
Beeton disse que cada doença era única e a modelagem sobre a transmissão era importante.
- Você meio que olha para isso e pensa 'apocalipse zumbi, isso é um pouco forçado'. Mas quando você compara os dois, especialmente doenças de animais selvagens, há realmente algumas coisas estranhas e únicas - afirmou o pesquisador. - Pensar em zumbis não é realmente tão improvável quanto se poderia pensar.

Outros capítulos do livro olham para a difusão espacial dos mortos-vivos e zumbis.
Os contribuintes da publicação esperavam que o cenário imaginativo do livro iria mantê-los focados em técnicas de modelagem matemática para o mundo todos os dias.

- Algo como zombies excita a imaginação, por isso, se você conseguir fazer isso atingir os alunos, eles vão pensar 'bem, na verdade, matemática é legal, podemos modelar zombies', de modo que é sempre uma vantagem agradável - brincou Beeton.

O livro é classificado como uma maneira de prever o imprevisível.
É promovido como equações diferenciais de ensino, estimativas estatísticas, modelos de tempo discretos e estratégias adaptativas para ataques de zumbis.

Beeton é um dos 14 contribuintes para o livro da Universidade de Ottawa realizado pelo professor de biomatemática, Robert Smith, que também é um fã de ficção científica.
O livro inclui um prefácio do ex-editor do roteiro de Doctor Who, Andrew Cartmel, um fã confesso de zumbis.

fonte:https://br.noticias.yahoo.com/matematica-diabo-tasmania-preveem-surgir-apocalipse-zumbi-125105125.html
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Gato-mourisco é fotografado pela primeira vez no ES

Popularmente conhecido como jaguarandi, animal pode chegar a 80 cm.
O registro foi feito por um funcionário do Iema, em Itaúnas.

Gato-mourisco é fotografado pela primeira vez, no ES (Foto: Terence Jorge Ramos/ Divulgação Iema)

Um gato-mourisco, popularmente conhecido como jaguarundi, foi encontrado no Parque Estadual de Itaúnas, na região Norte do Espírito Santo, segundo divulgado pela Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), nesta segunda-feira (16). Foi a primeira vez que esse animal foi fotografado no local. O registro foi feito por um funcionário do instituto.

De acordo com o Iema, o analista de Meio Ambiente, Terence Jorge Ramos, encontrou e fotografou o gato-mourisco no início de setembro. Ele pode mediar até 80 centímetros de corpo e 50 de cauda. O Iema destacou ainda algumas curiosidades do gato-mourisco. Segundo o instituto, o animal é estritamente carnívoro, ou seja, se alimenta apenas de outros animais. Além de ser solitário.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o jaguarundi é uma espécie vulnerável, ameaçada de extinção. Ele pode ser encontrado em ambientes diversos, como áreas florestais e regiões de caatinga. O animal costuma viver próximo à beira de rios ou lagos, mas também são encontrados em lugares secos, de vegetação aberta.

fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2013/09/gato-mourisco-e-fotografado-pela-primeira-vez-no-es.html
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Jararaca é encontrada em quintal de casa em São Mateus, ES

Cobra foi capturada pela Polícia Ambiental nesta terça-feira (13).
Segundo a moradora, é comum encontrar animais silvestres pela região.

Jararaca foi encontrada em quintal de uma casa no norte do ES. (Foto: 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental)

Uma jararaca foi encontrada no quintal de uma casa, no bairro Morada do Ribeirão, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, nesta terça-feira (13). Segundo a moradora da casa, é comum aparecerem animais silvestres na residência por morar próximo a uma área de vegetação. Ela ainda ressaltou que sempre aciona a Polícia Militar Ambiental para efetuar o recolhimento.

A serpente encontrada mede 1,10 metros e é muito comum na região Norte do estado. Além da serpente, a solicitante entregou três aves conhecidas por jandaia. Todos os animais recolhidos foram encaminhados à Floresta Nacional do Rio Preto, que é uma unidade de conservação situada no município de Conceição da Barra, também no Norte do estado, onde serão avaliados por um veterinário e devolvidos ao seu habitat natural.

Em casos como esse, a Polícia Militar Ambiental orienta a população que entre em contato imediatamente para que recebam as instruções preliminares até que seja efetuado o recolhimento, garantindo a segurança dos moradores e também dos animais.

fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2013/08/jararaca-e-encontrada-em-quintal-de-casa-em-sao-mateus-es.html
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Filhotes de jacarés são encontrados em cativeiro ilegal no ES

Policiais chegaram ao local após denúncia anônima.
Responsável pelos animais disse que iria soltá-los na natureza.

Jacarés encontrados em cativeiro ilegal em Marataízes, ES (Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental)

Dois filhotes de jacaré foram encontrados em um cativeiro ilegal sem licença do Ibama, no município de Marataízes, no Sul do Espírito Santo, nesta quarta-feira (7). Segundo a Polícia Ambiental, o responsável pelos animais, um homem de 29 anos, afirmou que apenas pretendia criar os jacarés e soltá-los posteriormente na natureza. Ele precisou prestar informações às autoridades.
Os policiais chegaram ao local após uma denúncia anônima. Diante da situação, eles informaram sobre a proibição de manter animais silvestres em cativeiro, bem como sobre as medidas penais e administrativas a que estão sujeitos os infratores da lei.

Depois de passarem pelo exame de um veterinário, os animais resgatados serão reintroduzidos na natureza em um local adequado às características da espécie.

fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2013/08/filhotes-de-jacares-sao-encontrados-em-cativeiro-ilegal-no-es.html
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segunda-feira

Vídeo de leoa abraçando socorrista que a salvou faz sucesso na web

Gravação foi feita em centro de vida selvagem em Botsuana.
Vídeo alcançou mais de 2,5 milhões de visualizações no YouTube.

Um vídeo que mostra a leoa Sirga abraçando o conservacionista Valentin Gruener faz sucesso na web. A gravação feita em um centro de vida selvagem em Maun, em Botsuana, mostra a leoa demonstrando carinho e afeto por Gruener depois que ele abre sua jaula.

Sirga mostrou toda sua gratidão, já que Valentin Gruener e Mikkel Legarth resgataram a leoa quando ela ainda era filhote.

A cena foi filmada pelo professor John Hawkins quando ele visitava o projeto em Botsuana. O momento carinhoso protagonizado por Sirga e Gruener ganhou destaque no YouTube, alcançando mais de 2,5 milhões de visualizações. Assista ao vídeo.

Vídeo de leoa abraçando conservacionista Valentin Gruener faz sucesso na web (Foto: Reprodução/YouTube/J Hawk Daily)

fonte:http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2014/09/video-de-leoa-abracando-socorrista-que-salvou-faz-sucesso-na-web.html
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Vídeo publicado na web mostra perseguição a sucuri em rio de MS

Imagens foram feitas de dentro de barco no rio Santa Maria, em Maracaju.
Polícia Militar Ambiental autuou duas pessoas por crime de maus-tratos.

Vídeo na web mostra perseguição a sucuri em rio de MS (Foto: Reprodução/ Youtube/ ViralVidsTV)

Um vídeo, que mostra uma sucuri sendo perseguida e manipulada por tripulantes de uma embarcação em um rio de Mato Grosso do Sul, ganhou repercussão na internet e cerca de 5 milhões de visualizações em três dias. A gravação foi feita por uma pessoa que estava dentro de barco no rio Santa Maria, em Maracaju, a 157 km de Campo Grande.

As imagens mostram o momento em que o homem avista a sucuri às margens do rio. Ele pede para que o barco seja aproximado do animal e usa uma das pás de remo para cutucar a cobra. A mulher, que está na embarcação pede para o homem parar de mexer com o bicho. Em seguida, a sucuri se afasta da margem e tenta fugir do barco, que a persegue.

Em outro momento, um dos homens da embarcação incentiva que o outro ocupante do barco pegue no rabo do animal e o puxe. A cobra tenta fugir antes de ser solta na água e nadar na direção oposta ao barco.

Crime ambiental
O vídeo foi postado na internet pelo casal que participou da gravação. Conforme a Polícia Militar Ambiental (PMA), o homem e a mulher moram na cidade. Após a publicação da gravação, a PMA recebeu uma denúncia sobre o vídeo e conseguiu identificar, na última quinta-feira (18), as três pessoas que presenciaram o crime.

O major da PMA, Edmilson Queiroz, disse ao G1 que o homem e a mulher foram autuados e receberam multa de R$ 1,5 mil cada um, com base no decreto nº 6.514/2008, que dispõe sobre infraçãos ao meio ambiente.
O casal deve responder pelo crime de maus-tratos. A terceira pessoa, que aparece segurando o rabo da sucuri, ainda não foi localizada pela polícia, por isso não recebeu a autuação e multa.

Os autuados têm 20 dias para apresentar defesa junto ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), segundo a PMA. A autuação será encaminhada à polícia judiciária para investigação de crime pela Lei de Crimes Ambientais (9.606/1998). A pena pode chegar a um ano e meio de detenção. Assista ao vídeo.

Sem intenção
O advogado Amilton Ferreira de Almeida, que defende o casal, disse ao G1 que os autuados não tiveram intenção de machucar o animal.

"Houve a imprudência e negligência, sim, mas não houve dolo. Não havendo dolo não há crime. A intenção deles não era maus-tratos. Não houve a vontade livre e consciente da prática da conduta. Foi uma brincadeira", afirmou Almeida.

Ainda segundo o advogado, o casal está arrependido da brincadeira e não imaginava que o vídeo postado na internet teria tamanha repercussão. "Estão arrependidos pela repercussão negativa que deu. Até porque se a intenção deles era postar o [vídeo], se tivessem praticando um crime na intenção do crime, eles não postariam, de forma alguma. Eles postaram, sabiam que ia se tornar público", concluiu.

fonte:http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2014/09/video-publicado-na-web-mostra-perseguicao-sucuri-em-rio-de-ms.html
Gabriela Pavão - Do G1 MS
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