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quarta-feira

O organismo unicelular que tem 7 sexos diferentes


Acha que sua vida sexual é complicada? Se dois sexos diferentes já é capaz de gerar muita confusão no mundo humano, imagine os problemas do Tetrahymena thermophila, um organismo unicelular que vai muito além do masculino e feminino: ele tem sete sexos diferentes para escolher.
Um novo estudo publicado no periódico PLoS Biology finalmente lançou uma luz sobre a estranha vida sexual, aparentemente aleatória, desta criatura complexa.

T. thermophila é um protozoário de forma oval que pode ser encontrado em água doce. Mas, ao contrário de seus irmãos unicelulares assexuados, estes organismos têm um estágio sexual bastante singular no seu ciclo de vida, que serve para aumentar suas chances de reprodução.
7 sexos
Os organismos microscópicos vêm em sete diferentes “sexos”, ou “tipos para acasalamento”. No geral, qualquer T. thermophila pode acasalar com qualquer outro tipo, exceto o seu próprio.
Entender o que vem em seguida já é um pouco mais complicado. Depois de dois indivíduos acasalarem, a “prole” gerada pode ser de qualquer um dos sete diferentes sexos – não importa de que tipos são os dois pais. Isso surpreendeu os biólogos, já que os pais normalmente passam seus próprios genes para sua prole.
Os cientistas já tinham conhecimento dessa situação bizarra há 60 anos. Mas só agora tiveram recursos para estudar esses organismos singulares a fundo.
Roleta russa de DNA
A equipe de pesquisadores, liderada por Marcella D. Cervantes e Eduardo Orias, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (EUA), descobriu que cada T. thermophila tem dois genomas, e cada um desses genomas está contido dentro de seu próprio núcleo.
Um dos núcleos, o núcleo somático, contém o DNA que faz o trabalho diário da célula. O outro, o núcleo da linha germinativa, age como as células nos ovários ou testículos de seres humanos. O DNA da linha germinativa é que passa características genéticas à prole.
Quando dois indivíduos se fundem na sua versão de sexo unicelular, eles produzem um núcleo de gametas, que é o equivalente a um ovo fertilizado em seres humanos. Este núcleo fertilizado começa a fazer cópias de si próprio, algumas das quais se tornam núcleos da linha germinativa, e outras núcleos somáticos.
É nesta etapa que o “tipo de acasalamento” do indivíduo é escolhido. Cada núcleo germinal contém uma matriz de pares de genes incompletos – um para cada um dos sete sexos. Quando dois indivíduos se juntam, completam um desses pares de genes aleatoriamente, definindo assim o tipo de acasalamento da prole. O resto dos pares de genes incompletos é descartado.
Então, basicamente, cada um dos sete sexos é capaz de “completar” qualquer um dos outros seis sexos – e faz isso por acaso.
Parece complicado e até mesmo pouco eficiente, mas, segundo os pesquisadores, sete tipos de acasalamento aumenta a probabilidade de T. thermophila de topar com um organismo com o qual pode se reproduzir em uma lagoa.
A descoberta não apenas lança luz sobre a vida de Tetrahymena. Melhor compreensão dos rearranjos de DNA pode ter potenciais implicações para a saúde humana que vão desde transplante de tecido a câncer.
Uma vantagem potencial é a capacidade de um organismo de distinguir os seus próprios tecidos dos de outro. Essa habilidade é uma defesa importante contra infecções e doenças, mas também pode causar problemas, como a rejeição de órgãos transplantados.
Veja o estudo completo (em inglês) aqui.[io9, LiveScience, Discovery]

fonte: http://hypescience.com/o-organismo-unicelular-que-tem-7-sexos-diferentes/
por Natasha Romanzoti
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Minúsculo peixe transparente desconhecido é descoberto no Rio Negro

O bicho tem 1,7 centímetros de comprimento e vive em um curso d’água que chega a ter mais de 30 km de largura. Como se isso não bastasse, a maior parte de seu corpo é transparente e ele só sai para nadar durante a noite. Assim, fica fácil entender porque até hoje ninguém tinha conseguido pegar um Cyanogaster noctivaga para estudar.
Agora, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) foram ao Rio Negro, no meio da selva amazônica, e finalmente “trouxeram à tona” este curioso peixinho.

A empreitada que conseguiu capturar exemplares deste peixe aconteceu em outubro de 2011, mas só agora ele está sendo definitivamente identificado e catalogado. Cyanogaster noctivaga é um peixe tão incomum que é, até o momento, a única espécie de seu gênero (Cyanogaster). Ainda sem nome “brasileiro”, este minúsculo habitante das águas do Rio Negro foi apresentado pelos cientistas George Mattox, Ralf Britz, Mônica Toledo-Piza e Manoela Marinho.
Não foi fácil fotografar um desses vivo. Os cientistas tiveram que navegar pelo rio à noite – já que o peixe é notívago -, guiando-se por um brilho incomum: a barriga do Cyanogaster é azul, e emana um leve brilho no escuro, tal qual um vaga-lume aquático. Quando conseguiam retirar um deles da água, puxando pela rede, o peixe morria imediatamente.
Por essa razão, eles tiveram que fotografá-lo de dentro da água mesmo. Os pesquisadores colocaram uma câmera subaquática dentro de um tanque, bem rente à superfície. Para registrar o peixe, foi preciso puxá-lo pela rede e transferi-lo para o “tanque fotográfico”, tudo dentro da água.
Uma dentição nunca vista antes – duas arcadas com apenas quatro dentes, de diferentes formatos, em cada uma – é o que diferencia o Cyanogaster de qualquer outro gênero de peixe. Seus parentes mais próximos são conhecidos pelo habitat, a anatomia e o minúsculo comprimento (o menor peixe do mundo é apenas 7 milímetros menor que ele). Este simpático habitante do Rio Negro é mesmo uma descoberta peculiar. [Natural History Museum / New Scientist / Artigo]


fonte: http://hypescience.com/minusculo-peixe-transparente-desconhecido-e-descoberto-no-rio-negro
Por Stephanie D’Ornelas
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segunda-feira

O fascinante voo de beija-flores em câmera super lenta



Se desejar, ative a tradução do vídeo.

Nem só de replays de lances esportivos vive a super câmera lenta. Ela é usada atualmente por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, para estudar a mecânica de funcionamento das asas do beija-flor (colibri). A Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, na sigla em inglês) dos EUA já construiu um robô-beija-flor-espião. No entanto, o objetivo agora é elaborar pequenos passarinhos desses ainda mais ágeis que os originais.
Os cientistas se muniram de câmeras de última geração também para acabar com uma certa falta de conhecimento: por mais que nós, seres humanos, compreendamos os conceitos básicos de como os pássaros voam, nós somos totalmente ignorantes quanto aos detalhes.
Por isso, o professor de engenharia mecânica David Lentink e seus alunos filmaram beija-flores e outros vertebrados com asas em até impressionantes 650 mil quadros por segundo (ou seja, 39 milhões de quadros a cada minuto de filmagem!) para se aprofundarem na mágica biomecânica da natureza, que em tanto supera essas desajeitadas engenhocas que os humanos constroem.


Essa não foi a primeira vez que vimos as asas de um beija-flor batendo bem devagar. O ineditismo aqui está no estudo de como as pequenas partes do membro trabalham juntas para resultar nessa fascinação que é o voo.
Por ora, a equipe de Lentink já conseguiu captar imagens em super câmera lenta das aves realizando um movimento de contorção com o corpo durante o voo que é 10 vezes mais rápido do que um cão se sacudindo depois de um banho. As aves se balançavam 55 vezes a cada segundo.
Não contente em ser o “motor” mais rápido do planeta, a espécie de beija-flor Calypte anna (nativa da costa ocidental da América do Norte) é também a que possui os mais rápidos movimentos de chacoalho. ”É o movimento mais rápido de qualquer dos vertebrados no planeta”, diz Lentink.
Essa façanha se soma a uma lista crescente de registros de velocidade estabelecidos por beija-flores da espécie Calypta anna (uma homenagem a Anna Masséna, duqueza de Rivoli).
Durante o cortejo à fêmea, os machos voam o equivalente a cerca de 400 vezes o comprimento de seu próprio corpo a cada segundo, o que os torna os vertebrados mais rápidos do mundo em relação ao tamanho do seu corpo. Os beija-flores usam essa velocidade para fazer as suas penas da cauda vibrarem como o interior de um instrumento de sopro e acabam produzindo ruídos muito mais altos do que aqueles externalizados pelo bico.
Lentink constrói robôs inspirados em comportamento animal, e acredita que os movimentos do beija-flor podem se acrescentar ao seu repertório. “Como um engenheiro, você sempre se inspira na natureza. Você vê as soluções e se você tiver as ferramentas para realmente resolvê-las, você pode ter ideias que transformam a forma como desenhamos e projetamos nossos robôs ou outros produtos”, conta Lentink.[New Scientist e Gizmondo]

fonte:http://hypescience.com/pesquisadores-usam-supercamera-lenta-para-estudar-voo-de-beija-flores
Por Bruno Calzavara
imagem:www.beija-flor.com.br
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quarta-feira

Matizes no entorno de um rio...

O Juruena, no Mato Grosso, desfila em suas águas e nas margens todos os tons de sua natureza


Um encontro com os bichos na cheia do Rio Juruena, no Mato Grosso. Essa é a atração do Terra da Gente deste sábado (25/05). A aventura mostra até uma disputa de peso, entre o homem e um jacaré. É preciso correr para embarcar o jaú antes do bote do predador. Essa emoção vivida pela equipe do programa foi registrada em detalhes, com imagens até embaixo d'água. Pensa que acabou? Tem ainda uma cobra que assusta e diverte todo grupo. Ela se aproxima do barco, flutua sobre a água, e causa tumulto entre os pescadores. E como não podia deixar de ser, claro, tem boas fisgadas: jaús, cachorras, bicudas e até tucunarés, que não costumam aparecer muito na cheia. Em terra firme, as belas imagens ficam por conta de uma visita à Ilha do Estirão. No passado, o lugar era usado para o garimpo. Hoje, a busca é por outro tesouro: as aves, que enchem de cor a floresta. Joias raras que só existem na Amazônia e que encantam os observadores. Na Hora do Rancho, apenas para algumas praças, haverá a apresentação de uma sobremesa de origem espanhola chamada “Leite Frito”. A receita, na íntegra, está no portal.

TG 761 – Rio Juruena
Por dentro da floresta alagada

Caras e cores é o que não falta no Rio Juruena, com mais de 1.200 quilômetros de extensão. Ele segue em direção ao Norte do Estado do Mato Grosso e boa parte de seu percurso é cercado pela floresta amazônica. Uma das características de seu leito é a grande concentração de ilhas. São centenas delas. É preciso muita experiência para não se perder no labirinto que se forma na mata.

E como será a vida selvagem em cada um desses lugares? A equipe do TG desembarca em uma delas: a Ilha do Estirão, com quase 7 quilômetros de extensão. É uma das maiores da região. No passado, o lugar era usado para o garimpo. Hoje, a busca é por outro tesouro: as aves, que enchem de cor a floresta. São joias raras que só existem na Amazônia e que encantam os observadores.

Em uma das árvores algumas araras-vermelhas dão vida a galhos despidos. E na árvore ao lado, as canindé se fartam de pequenos frutos. Os bicos fortes agem com delicadeza ao retirar a casca e deixar apenas o fruto à mostra. As espécies de araras e papagaios são muitas.

Com a chuva um bando de barriga-vermelha fica calminho, facilitando a visualização. Aves de rapina também existem aos montes na região. O mais frequente nas árvores ao redor é o gavião-de-anta. No alto das copas, o gralhão exibe seu visual imponente.

No caminho, uma figueira carregada de frutos maduros parece um excelente ponto de observação. Mas não é só ela que merece atenção. Sem perceber, a equipe do TG se vê em cima de um formigueiro gigante. As saúvas tomam conta das mochilas. Ao redor da figueira, um japu-açu aparece. Quando canta, ele se inclina para baixo até quase ficar na vertical. O bico de duas cores é usado para analisar minuciosamente as folhas da palmeira.

De repente, um show de cores. É o tucano-de-bico-preto que aparece para aproveitar os frutos da figueira. De repente a equipe do TG encontra uma outra espécie de pica-pau, que só existe na Amazônia. É o pica-pau-chocolate, que recebe este nome por causa da cor de sua plumagem. O bicho, que gosta comer larvas de insetos, mostra que também aprecia muito as frutas. Literalmente fica de pernas para o ar ao devorar o alimento valioso e disputado, que enche os ramos da figueira.

Tucunarés "temporões"

Na cheia, a neblina deixa o Rio Juruena ainda mais fascinante. E chega a hora de ir atrás dos peixes. A equipe do TG sai em busca dos tucunarés, que não costumam aparecer neste período. A empreitada é em companhia dos pescadores esportivos Cléber Ferreira e Sidney Martins. O grupo chega a entrar em um igapó, que é a floresta alagada. Mas a dificuldade para os arremessos é grande. Primeiro a equipe começa com as iscas de superfície, mais barulhentas. A intenção é atrair os peixes que estão no mato. Mas a estratégia não dá resultado. Isso obriga os pescadores a escolher iscas que possam trazê-los mais à tona. Elas simulam um peixinho vasculhando o fundo. E aí os tucunarés temporões aparecem. Todo mundo no barco garante o seu.

Satisfeitos com o resultado, o grupo continua com os arremessos na saída de uma lagoa e outras espécies aparecem: bicudas, jaús e cachorras, que agitam os pescadores.

Perigo nas águas

A cheia muda o ritmo da vida na floresta. E o Rio Juruena acaba não sendo lugar exclusivo dos peixes. O registro rápido de uma anta mostra que até mamíferos circulam entre as margens e as ilhas. E mesmo bichos conhecidos por rastejar, mostram muita habilidade na água. É o caso de uma serpente caninana, com mais de dois metros. Ela parece flutuar. Chega tão perto do barco que causa tumulto entre os pescadores. A espécie não é venenosa. Apesar disso, tem fama de ser agressiva. Todo cuidado é pouco. Mas ela também acaba fugindo da equipe do TG e se protegendo fora d'água.

Outro réptil encontrado gosta mesmo é de ficar dentro do rio. Enquanto a equipe do TG pesca um jaú, um jacaré observa a movimentação com calma. O peixe é fisgado e o jacaré se aproxima. Com a ajuda de uma câmera subaquática dá para ver os detalhes do bicho, os dentes, as unhas. Ele nota que o jaú fisgado é uma presa fácil e tenta a sorte. Mas o pescador Sidney Martins puxa o jauzinho para dentro do barco antes do bote.

A natureza, preservada, sempre impressiona. Seja pelos animais que se apresentam onde se espera apenas peixes, seja pela surpresa de ser premiado com uma espécie fora da época em que ela costuma aparecer. E tem ainda o prazer de observar milhares de cores que deixam a mata em outros matizes. A proximidade com a vida selvagem tem um valor incalculável. E o Rio Juruena, no Mato Grosso, é um lugar onde é fácil ter experiências que esbanjam esta riqueza.

Agradecimento:
PARQUE NACIONAL DO JURUENA - ICMBio

fonte:http://www.terradagente.com.br/noticias/NOT,0,0,846517,Os+matizes+no+entorno+de+um+rio--.aspx
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Choquinha-de-garganta-pintada


Nome Científico: Myrmotherula gularis

Família: Thamnophilidae (Formicariidae)

Ordem: Passeriformes

Distribuição: Essa espécie é restrita ao Sudeste do Brasil.

Habitat: Emaranhados densos e escuros da vegetação à margem de córregos encachoeirados em regiões serranas da Mata Atlântica (até 1550 metros de altitude).

Alimentação: Insetos e artrópodes.

Reprodução: Os machos costumam ofertar comida às fêmeas, antes da copulação. Algumas espécies desta família se acasalam por até um ano, permanecendo no mesmo território. O ciclo reprodutivo está ligado às correições de formigas, garantia de fartura de alimentos para os pássaros e filhotes. O padrão do ninho varia bastante (de um cestinho aberto ou bolsa profunda, a uma bola grande e fechada ou em forma de tigela aberta). Os pais revezam-se tanto na construção da morada quanto nos cuidados com a prole.

Como já bem define o seu nome popular, o que difere essa choquinha das demais é a garganta salpicada de branco, em ambos os sexos, e a asa manchada de amarelo (que ainda tem um branco oculto na base). Também é chamada de choquinha-estrelada. Ela mede, em média, 9,5 centímetros de comprimento e produz dois tipos de voz: de chamada e de advertência.

A espécie pode acompanhar bandos mistos e, eventualmente, segue correições de formigas do gênero Labidus. Em casais ou pequenos grupos familiares, forrageiam a uma altura de até 3 metros do solo.

fonte:http://www.terradagente.com.br/fauna/0,0,2,651;4,choquinha-de-garganta-pintada.aspx
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segunda-feira

Tartaruga de duas cabeças ficará exposta no Zoológico de San Antonio, nos EUA

Tartaruga ganhou nome de 'Thelma e Louise'. (Foto: San Antonio Zoo/AP)

Uma tartaruga fêmea que nasceu com duas cabeças foi batizada de Thelma e Louise. O nome é em homenagem às personagens do clássico filme de 1991, estrelado por Geena Davis e Susan Sarandon.
O animal vai ficar exposto no aquário do Zoológico de San Antonio, no Texas (EUA), onde nasceu. O pequeno quelônio tem saúde boa e está apta para caminhar e nadar, afirmou a porta-voz do zoo.
De 1928 a 1995, o mesmo zoológico abriu uma cobra de duas cabeças.

fonte:http://br.noticias.yahoo.com/blogs/eita/tartaruga-duas-cabe%C3%A7as-ficar%C3%A1-exposta-no-zool%C3%B3gico-san-181443391.html
Por Redação Yahoo! Brasil | Eita!
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